Então Menina?
Na morte de Rodrigo Botelho, meu Tio
Aguenta coração, mais esta esquina
Na caminhada informe
Não te protege o aço
Contra uma dor
Enorme,
Partiu sem um abraço
Para Deus,
Afetuoso, honrado
Deixou alguns dos seus,
Mas tem lá tantos
Já do outro lado!
(Quando é o Pai
Não há perdão para a morte,
Aquela voz solene
Aquele abraço forte
Era um leme
Que nos virava ao Norte...)
São ramos secos
Que se vão soltando
Doridos e cansados, porque amaram
E nos deixaram o dó
Que à dor maior resiste...
A morte...
Triste
É a total verdade
Pois tudo mais que existe
Não passa de saudade...
quinta-feira, 5 de abril de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
O Sonho??
Que sonho é este
Que escorre das paredes
Que escorre das paredes
Do cálido agasalho
Onde cultivo a esperança
De uma vida que só tem valor
No espelho adulto da lembrança?
Noção de alma que fisica perdura
Na intuição de poeta menor
Alarme envolto em espirais de cor
Rangendo como lei em expansão
É preço alto de entrega à emoção
De ser o lado são desta aventura
Neste gélido encanto
De ter vivido tanto, tanto, tanto...
Cansada e já finita
Postos os perigos
Em balanças estranhas,
Olho para o mundo como quem transita
Olho para o mundo como quem transita
Nos roteiros que evita
Sem querer,
E é este viver, um não viver,
Enquanto o sonho desferindo redes
Vai escorrendo, lento, nas paredes...
segunda-feira, 12 de março de 2012
Afinal quem és tu, como te chamas, um jovem triste, um velho de pijama
Um princepe polémico, ardoroso
Que nome tens na boca quando beijas
Em que fronteira estás quando desejas?
Procuro inventar-te sem saber
Aonde ir buscar estes teus dados
És como um astro sempre a prometer
Cuidados...
Vagueias no infinito espacial
Vestindo a dura casca do animal
que existe em ti, de certo
Na guerra que semeias nos sentidos
Não existem heróis, há só vencidos
No sonho que pertende ser moderno
e tão real com um noticiário
Morres todos os dias
Mas, eleito
Ressuscitas, sorrindo, sobre o leito
Em que deixaste o teu lugar marcado
Vitima ou não, tu continuas preso
A uma especie de lenda improvisada
E eu, serena, só, imaculada
Sou como um bicho em tempo de defeso...
11/03/20012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Em verdade, em verdade vos digo
Que a rota se abriu
O medo ao perigo
Finalmente ruiu
Especial o treino
Do coração impera
Abriu a feira da primavera
E cheira a algodão doce
E como é bela a noite habitada
Em que se escuta
A clara guisalhada
Dos gestos sensuais
Queremos mais,
Queremos sempre mais`
É a fome ancestral
Da maçã proibida
Cansados de cansar
Nos entranhamos
Em ondas de ternura comovida
E de amavio
E abraçados ou não
Despedimos o frio...
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
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