DAS PALAVRAS VAZIAS FAZEM CUNHAS
CRAVADAS NA MURALHA DO PAÍS
CERTEZAS NENHUMAS
MAS CADA UM SE ENCANTA NO QUE DIZ...
EMPOLGAM-SE....ATENTOS AOS CENÁRIOS
QUE ELES MESMO, CONSTRÓIEM
E , TODOS MILIONÁRIOS,
NÃO HÁ NADA QUE APOIEM...
DIVERGEM E DESTRÓIEM
E AINDA COBRAM O QUE VÃO DIZER...
ALGUNS, JÁ CENTENÁRIOS
ESTENDEM-SE A VALER.....
A LIBERDADE TROUXE-LHES O BEM ESTAR
O BEM VIVER
E AINDA O BEM ESQUECER....
O POVO...NÓS
ESCUTAMOS TANTA VOZ
ALHEIA E OCA
QUE COM UMA INDIFERENÇA JÁ BACOCA
VEMOS PASSAR O TEMPO.
E PORTUGAL, ESTA PÁTRIA EXAURIDA
A POUCO E POUCO, "CAINDO NA REAL",
DEIXANDO-SE ENGANAR EM PURA PERDA....
ATÉ QUE UM DIA ,MANDA TUDO Á MERDA
E VAI PEDIR A ESPANHA EM CASAMENTO!!!!!
sexta-feira, 12 de julho de 2013
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Heróis do Mar
E é nesta primavera, dolorosa e fria
Que todos nós esperamos,
Que a terra, encharcada e vazia
Tem saudade dos ramos...
Nas árvores, com seus braços
Nus e esquálidos
Começam a apontar
Uns vestígios de cor
Sem sol para copular
E dos frutos sem sabor
Mirrados, muito pálidos
Poucos hão-de vingar...
-------------------
Portugal anoitece
de vagar...
Não perdoa nem esquece
Tenta continuar!!!
É um país cuja cabeça branca
Ainda se levanta
Com a nobreza
E a força do passado,
Lutando contra a incerteza
Com seu histórico herdado...
Abril de àguas mil
Está aí!
Outro Abril o fez cantar e ser
Cingindo cravos vermelhos
(a saudade nos faz a todos velhos).
Hoje, nada mais existe
Do que um povo sofrido, despojado e triste.
E quando a primavera nacional enfim surgir
Encontra Portugal em frente ao mar
Sem novas caravelas a partir...
Que todos nós esperamos,
Que a terra, encharcada e vazia
Tem saudade dos ramos...
Nas árvores, com seus braços
Nus e esquálidos
Começam a apontar
Uns vestígios de cor
Sem sol para copular
E dos frutos sem sabor
Mirrados, muito pálidos
Poucos hão-de vingar...
-------------------
Portugal anoitece
de vagar...
Não perdoa nem esquece
Tenta continuar!!!
É um país cuja cabeça branca
Ainda se levanta
Com a nobreza
E a força do passado,
Lutando contra a incerteza
Com seu histórico herdado...
Abril de àguas mil
Está aí!
Outro Abril o fez cantar e ser
Cingindo cravos vermelhos
(a saudade nos faz a todos velhos).
Hoje, nada mais existe
Do que um povo sofrido, despojado e triste.
E quando a primavera nacional enfim surgir
Encontra Portugal em frente ao mar
Sem novas caravelas a partir...
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Sem Abrigo
Ficou ali
Debaixo de uma escada
Tirou dos sacos uma manta usada
Que estendeu no chão
Fez um ninho de cão
Com palha e farrapada
Cobriu-se com jornais
(Que até falavam dele
E outros tais
Pois cada vez há mais!)
Fez um docel
Com uma velha pele
Rafada
Encomendou-se ao Nada
E dormiu
A cidade, passando açodada
Não via nada
E a familia
Fingia que não o conhecia...
Ali ficou até anoitecer
Viriam as senhoras a oferecer
Sopinha quente e uma maçã
Só para confortar
E ele irá guardar
Em cada mão
Um pão
Para comer de manhã
Se acordar...
Debaixo de uma escada
Tirou dos sacos uma manta usada
Que estendeu no chão
Fez um ninho de cão
Com palha e farrapada
Cobriu-se com jornais
(Que até falavam dele
E outros tais
Pois cada vez há mais!)
Fez um docel
Com uma velha pele
Rafada
Encomendou-se ao Nada
E dormiu
A cidade, passando açodada
Não via nada
E a familia
Fingia que não o conhecia...
Ali ficou até anoitecer
Viriam as senhoras a oferecer
Sopinha quente e uma maçã
Só para confortar
E ele irá guardar
Em cada mão
Um pão
Para comer de manhã
Se acordar...
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Paixão e Morte
Foi do teu lábio a último palavra
Abre o silêncio a copa poderosa
É o funeral da rosa...
Calaste assim o explendor da graça
Nas infinitas noites de soluços
A coragem despiu sua couraça
E desmaiou... de bruços...
Cobriram-se as colinas de um tom baço
Grama cortada rente, apodreceu
Mil estrelas anâs, em debandada
Perderam-se no céu...
Quem crê, altera
Vai ficando à espera
Tenta ocultar as rugas da quimera
Num frenesim sem conclusão
Ou rumo
Ganha a esperança o pratear do fumo
Como se a alma
Em cinza se tornasse
O vento, látego primário
Repete-se igual como um rosário
Nessas horas pastosas
Já previstas
Palavras ditas
Erguem-se do chão
Como espinhos urdidos de vagar...
Foi do teu lábio a última palavra
Há que apagar
O fogo que ainda lavra
Na acidez secreta do ciúme
Perdeu-se a lava
Ficou só perfume...
Abre o silêncio a copa poderosa
É o funeral da rosa...
Calaste assim o explendor da graça
Nas infinitas noites de soluços
A coragem despiu sua couraça
E desmaiou... de bruços...
Cobriram-se as colinas de um tom baço
Grama cortada rente, apodreceu
Mil estrelas anâs, em debandada
Perderam-se no céu...
Quem crê, altera
Vai ficando à espera
Tenta ocultar as rugas da quimera
Num frenesim sem conclusão
Ou rumo
Ganha a esperança o pratear do fumo
Como se a alma
Em cinza se tornasse
O vento, látego primário
Repete-se igual como um rosário
Nessas horas pastosas
Já previstas
Palavras ditas
Erguem-se do chão
Como espinhos urdidos de vagar...
Foi do teu lábio a última palavra
Há que apagar
O fogo que ainda lavra
Na acidez secreta do ciúme
Perdeu-se a lava
Ficou só perfume...
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
... Lenga... Lenga...
Morre , ficando no prazer banido
Como um Sol menor, um sustenido
Uma tensão perdida
De não ser o que era
O lado mais cruel da Primavera...
Rompe do silêncio
A ìnvia mascarilha
E queima o portal do incenso
A lume brando.
Ninguém esperou por ti
Nem mesmo quando
Disseste um dia:
- Aguarda o meu regresso! -
Gastas os teus desenhos
Circulares
Enfeitando de esferas
Armilares
A rota de ficar
E quando os lírios
Romperem do rizoma
Se acaso te lembrares
Come a maçã
Antes que outro a coma...
Não te conheço
Apenas sei que existes
Nesta esfera interior
Crio cenários
Diferentes e tristes
Mas sempre iluminados
Pelo amor...
Agora parto
Vou, para outro lado
Lá onde estão
As cinzas do passado
E abraço-me à história
Porque não há pecado mais pecado
Do que a fome e a sede da memória!!!
Como um Sol menor, um sustenido
Uma tensão perdida
De não ser o que era
O lado mais cruel da Primavera...
Rompe do silêncio
A ìnvia mascarilha
E queima o portal do incenso
A lume brando.
Ninguém esperou por ti
Nem mesmo quando
Disseste um dia:
- Aguarda o meu regresso! -
Gastas os teus desenhos
Circulares
Enfeitando de esferas
Armilares
A rota de ficar
E quando os lírios
Romperem do rizoma
Se acaso te lembrares
Come a maçã
Antes que outro a coma...
Não te conheço
Apenas sei que existes
Nesta esfera interior
Crio cenários
Diferentes e tristes
Mas sempre iluminados
Pelo amor...
Agora parto
Vou, para outro lado
Lá onde estão
As cinzas do passado
E abraço-me à história
Porque não há pecado mais pecado
Do que a fome e a sede da memória!!!
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Maresia
Cansada e insone,
Recebo esta manhã
Gelada como a fome
Mental que me atrofia.
Regresso então ao mar
Aonde cada dia
È uma benção de sal
De sol e maresia...
E o mar beija-me toda e me confia
O segredo fiel da onda e da bruma...
E é então que encontro funda, muito funda
Uma concha de espuma
Sem perola nenhuma....
Recebo esta manhã
Gelada como a fome
Mental que me atrofia.
Regresso então ao mar
Aonde cada dia
È uma benção de sal
De sol e maresia...
E o mar beija-me toda e me confia
O segredo fiel da onda e da bruma...
E é então que encontro funda, muito funda
Uma concha de espuma
Sem perola nenhuma....
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Ponto de fuga
Virá o dia em que me hás-de perder
Dirás um palavrão
Porra... Só me faltava esta!
Será o teu modo de sofrer
Um fim de festa...
Mas, às seis horas da tarde
Sentirás uma porta que bate
Nessa tua maneira de sorrir...
Levo eu a chave
Dessa porta aberta
Na tua vida e nos teus cuidados
Entre os meus dedos frios e cerrados
Como quem guarda aquilo que lhe cabe...
E tenho pena
De partir assim
A vida foi pequena
Para mim...
A noite há-de parecer-te mais escura
Nenhuma estrela cairá madura
No teu abraço quente
E eu, em ti
Hei-de ficar segura
Finalmente...
Dirás um palavrão
Porra... Só me faltava esta!
Será o teu modo de sofrer
Um fim de festa...
Mas, às seis horas da tarde
Sentirás uma porta que bate
Nessa tua maneira de sorrir...
Levo eu a chave
Dessa porta aberta
Na tua vida e nos teus cuidados
Entre os meus dedos frios e cerrados
Como quem guarda aquilo que lhe cabe...
E tenho pena
De partir assim
A vida foi pequena
Para mim...
A noite há-de parecer-te mais escura
Nenhuma estrela cairá madura
No teu abraço quente
E eu, em ti
Hei-de ficar segura
Finalmente...
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