terça-feira, 5 de agosto de 2014

Despida a essência
Surge a carne em dor
A carne que adornou a mocidade
Entregue em hora breve
De perfumado silencio...
Faminta cegueira
que ocultou o mundo
A secreta multidão...
Assim de olhos cerrados
Se alimentou a vida
no arrepio do abraço...

Não há amor
sem eternidade!
Vai....vai agora
Pensou
Espera...espera mais
Sentiu...

Só asa, entre flores
O riso se abriu
Num voo secreto!

De toda a ternura
De toda a ternura...as mãos cintilaram
Mais perto de Perto!

E a estrela que dança
Na ponta do fio
Só treme de frio
Só vibra de esperança...

Maria Augusta Ribeiro
HÁ UM AROMA DE PASSADO
ENTRE AS TUAS MÃOS E AS MINHAS
E UM ADEUS DESENHADO
NO VOO DAS ANDORINHAS.
Do silencio tu fizeste
A armadura do teu medo
Descansa....o que não deste
Será sempre o meu segredo.....

Regresso

QUANDO EU REGRESSAR A MIM
HEI-DE LEVAR-TE COMIGO
É SEMPRE PERTO DO FIM
QUE FAZ MAIS FALTA UM AMIGO

ABRAÇASTE A MADRUGADA
QUANDO EU TE MOSTREI A LUZ
ERA A CONQUISTA ADIADA
TAL COMO EU SUPUS....

CAMINHAMOS DE MÃO DADA
POR CAMINHOS IGNORADOS
NO ROSTO A BRISA ENCANTADA
LEVAVA NOSSOS CUIDADOS

EU SEMEAVA OS ARDORES
E TU COLHIAS O FRUTO
AS PALAVRAS ERAM FLORES
O SOL NÃO ESTAVA DE LUTO....


AGORA QUE ESTOU ALÉM
DE MIM MESMA E DE TI
PERGUNTO...QUEM É QUE TEM
TUDO QUANTO EU PERDI???

MARIA AUGUSTA RIBEIRO
UM POEMA AQUI
SERIA COMO ADORAR-TE
SILENCIOSA E CALMA
COMO A ESSENCIA DA ARTE
NA FAMILIA DA ALMA
DELICADA E PACIENTE
ROSA QUE ABRE DE VAGAR
QUANDO ME SINTO DOLENTE
PONHO-ME LOGO A PENSAR
COM TERNURA E EMOÇÃO
COMO POSSO ESTAR DOENTE
SE EU TRAGO O SOL NA MÃO???


MARIA AUGUSTA RIBEIRO

PS.VEM BUSCAR A TUA AUSENCIA ANTES QUE ELA SE VÁ EMBORA.....

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Crise

A face do silêncio é paisagem
Arde em branco geada nos telhados
Chegam da vida os ecos abortados
Musgo rasteiro fino e instalado
Há carrilhões soando pelos ares
Dão-nos tudo na boca dos olhares
Não nos deixando esquecer
Mundos e fundos...
Quem se preze resiste
E constrói seus mundos
Criando a utopia pessoal
Só fica do passado
Remorso ou saudade vida residual
Que nos mantém presentes
Nos actos reticentes
Invernais
Quando nos deixareis dormir adormecer
Euros Obama Alzheimer e Natais?